“Um homem precisa viajar. Por sua conta, não por meio de histórias, imagens, livros ou TV. Precisa viajar por si, com seus olhos e pés, para entender o que é seu. Para um dia plantar as suas próprias árvores e dar-lhes valor. Conhecer o frio para desfrutar o calor. E o oposto. Sentir a distância e o desabrigo para estar bem sob o próprio teto. Um homem precisa viajar para lugares que não conhece para quebrar essa arrogância que nos faz ver o mundo como o imaginamos, e não simplesmente como é ou pode ser. Que nos faz professores e doutores do que não vimos, quando deveríamos ser alunos, e simplesmente ir ver.”

Amyr Klink

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27 setembro, 2010

Peixe e Leite: causam doenças quando cozidos juntos!

Cozinha não tem jeito, aprendemos coisas novas todos os dias. Esses dias, numa conversa informal com o chef, de origem indiana, do restaurante L'Atlantide em Paris (restaurante de peixes) descobri que ele nunca serve peixe com molho a base de leite ou seus derivados. Achei extremamente estranho, pois imaginem, por exemplo, deixar de comer um peixe ao molho de vinho branco. Básico!

Ele me contou que um dia um cliente entrou na cozinha e disse que a mistura de peixe e derivados do leite causa doenças quando cozidos juntos. Achei uma tremenda besteira e prometi a ele que iria pesquisar sobre isso.

Resultado da pesquisa: o cliente com certeza era um judeu!

Por motivos históricos, os judeus que se concentraram na França e Alemanha foram chamados de ashkenazim, alemão em hebraico; e os judeus da Espanha, norte da África e Oriente Médio de sefaradim, que quer dizer espanhol. Esses dois grupos se dividiram por causa das discussões sobre o Halachá, conjunto das leis da religião judaica. Uma das particularidades alimentares dos judeus é a relação peixe e leite. Entre os judeus sefaradim há o costume de não ingerir peixe com laticínios e quando servidos em uma mesma refeição, são servidos em pratos e talheres diferentes. Na comunidade ashkenazi não se costuma cozinhar peixe com molhos à base de leite, manteiga e creme de leite; salvo o queijo, como por exemplo pizza de atum, que é permitida.

Como esse costume existem muitos outros na alimentação judaica. Hoje entendo porque na época em que trabalhava em empresa e um executivo judeu que veio do Canadá trouxe várias marmitas prontas para o Brasil, se recusando comer a comida do restaurante.

Agora só me resta explicar para o chef indiano que isso faz parte da cultura judaica e não há nenhuma comprovação científica de que a mistura de peixe e laticínios pode causar doenças.

Alguém está servido de um peixinho ao molho de maracujá? Hummm....

15 fevereiro, 2010

Truta salmonada ao molho de alcaparra e maçã



Vejam nosso almoço de hoje! Meu pai tinha comprado essa truta salmonada. Abri a geladeira e a despensa e vejam no que se transformou.

Ingredientes:

1kg de truta salmonada
120grs de manteiga
100grs de alcaparras em conserva
1 maçã
Qb azeite, sal e pimenta do reino branca

Modo de preparo:

Limpe a truta se necessário. Numa assadeira coloque um fio de azeite. Tempere a truta dos dois lados com sal e pimenta do reino. Lambuse a truta dos dois lados nesse azeite e leve ao forno pré-aquecido temperatura média a baixa por 20 minutos.
Enquanto o peixe assa, lave a alcaparra numa peneira com água corrente e deixe de molho por alguns minutos na água. Derreta a manteiga numa panela pequena sem deixar queimar. Desligue e retire a espuma branca com uma colher ou escumadeira. Corte a maçã em fatias bem fininhas. Misture tudo. Quando o peixe estiver pronto, regue com o molho. Sirva com arroz e batata.

Dicas da chef:

- Truta salmonada possui a carne bem mais delicada em termos de sabor do que o salmão.
- Para vereficar o ponto de cocção do peixe, espete um metal na parte mais alta do peixe e cheque a temperatura na sua pele. Se estiver quente está pronto. A cocção do peixe é bem rápida, se passar pode deixar o peixe ressecado ou desmanchando. O ideal é que fique consistente mas cozido.
- É importante lavar a alcaparra. A conserva nada mais é do que vinagre e sal. Não queremos isso no nosso prato, certo?!
- Esse processo de retirar as impurezas da manteiga damos o nome de manteiga clarificada. É usada para elevar o ponto de queima da manteiga, mas aqui é apenas pelo sabor e estética do molho.
- Não demore a misturar a maçã no molho, caso contrário ela oxidará e apresentará uma coloração escura.

31 janeiro, 2010

Filé de linguado com champignon de Paris


Mais um domingo comendo macarrão à bolonhesa do papai não dava!
Não que eu não goste, mas já estou enjoada. Sem muito ânimo e tempo para cozinhar por causa dos estudos, fui para a cozinha. Descongelei um linguado que ia fazer aniversário no freezer, uma caixinha de tomate cereja na geladeira e champignon de Paris que sobraram do jantar de sexta ... em 30 minutos o almoço estava pronto.

Ingredientes: filé de linguado, tomate cereja partido ao meio, azeitonas (a preta fica mais interessante no visual, mas eu tinha a verde em casa), champignon de Paris fresco em juliene (cortado na transversal), alho laminado, azeite, salsinha picadinha, tomilho, óregano, pimenta do reino e sal. Forno pré-aquecido a 120º por 10 a 15 minutos.
Servir acompanhado de arroz branco.

Delícia pura!!! Prático e gostoso!

24 dezembro, 2009

Bacalhau


Sobre:
Bacalhau é um processo de salga e cura onde é retirada em média 50% da umidade do peixe, preservando suas proteínas, vitaminas e minerais. O Bacalhau é um peixe nobre (nome científico: Gadus Morhua também conhecido internacionalmente como Cod.) Hoje no mercado, qualquer peixe que passa por esse processo recebe o nome de bacalhau, como o Saithe, o Ling, o Zarbo e mais recentemente o Cod Gadus Macrocephalus. Os maiores produtores são: Noruega, Islândia, Portugal. Sendo a Noruega, o maior exportador do Brasil.

Alguns vídeos interessantes:
  • História:
  • Identificar qual bacalhau você está comprando:
A expressão Bacalhau do Porto
No passado, o bacalhau era salgado e seco em Aveiro – Portugal, que eram trazidos pelos Portugueses para o Brasil e estes foram os responsáveis em introduzir o bacalhau no hábito alimentar Brasileiro. Na época, o principal porto em Portugal era o da Cidade do Porto, daí o nome de Bacalhau do Porto. Hoje, em Aveiro a produção do bacalhau é pequena e destinada ao consumo interno, mas algumas empresas produzem e exportam o bacalhau do porto.

Já o Bacalhau Tipo Porto, que por influência dos Portugueses e devido ao surgimento de outros tipos de bacalhau, passou a ser identificado como o legítimo bacalhau "tipo porto". Atualmente, todo bacalhau Cod acima de 3 kg é identificado como Bacalhau tipo Porto, seja ele originário de Portugal, da Noruega ou da Islândia.
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Eu particularmente não gosto de postar receitas no blog. Acho que a internet já está cheia delas, mas essa receita é um sucesso! Depois de ter dado, a pedidos, a alguns familiares e receber algumas encomendas neste Natal, resolvi compartilhar com todos essa maravilha!!!
A guarnição mais adequada é um arrozinho branco feito na hora.

Bacalhau ao Creme

Ingredientes:
900grs de bacalhau desfiado (não muito fino) e dessalgado - de preferência bacalhau do Porto
2 cebolas
Azeite, alho, pimenta do reino
1 pacote de batata palha
1 litro de leite
1 colher de chá de sal
3 colheres de sopa de requeijão de copo
Queijo parmesão ralado
Maizena

Modo de Preparo:
Para dessalgar o bacalhau são 3 trocas de água de 3 em 3 horas.
Fritar 2 cebolas grandes picadas em boa quantidade de azeite. Junto fritar um dente de alho. Quando a cebola estiver dourada colocar a pimenta do reino e jogar o bacalhau dessalgado e bem escorrido. Deixar no fogo médio misturando de vez em quando (se der água não se preocupe). Provar para ver se está bom o tempero.
A parte, salgar o leite e deixar ferver. Colocar o requeijão e depois que estiver dissolvido colocar o queijo parmesão. Engrossar o creme com maisena dissolvida na água.
Quando o bacalhau estiver cozido, (escorrer o caldo que ficou no fundo), juntar um pacote de batata palha. Misturar.
Por último colocar o creme de queijo. Misturar bem. Colocar num pirex. Cobrir com um pouquinho de queijo parmesão ralado e levar ao forno rapidamente.

Segredo da chef:
Para que a pele do bacalhau se solte com maior facilidade, coloque na 1ª água para dessalgar uma colherzinha de café de fermento em pó, assim, a pele incha e sai muito fácil.